sábado, 1 de novembro de 2014

Talvez

A incerteza que tenho de tudo, me aflige a ponto de não acreditar em quem sou, duvidar do que é real e como estou.
Sei  onde estou, mas não sei à que estou situado e o que ocorre sobre mim, não obstante, espero sempre me surpreender com as façanhas da vida que não me surpreende, assim me surpreendo de uma forma ou de outra. 
A triste falácia de que sua história já está escrita me agride, talvez por ter alguém parra colocar a culpa ou puro desinteresse para entender a vida, me sinto desconfortável de não possuir uma borracha para a vida.
A vida na qual não mudo o passado mas mudo o presente e consequentemente o futuro, se eu pudesse voltar no tempo não cometeria a tolice de fazer tudo igual, há décadas o homem tenta desvendar o mistério das multi-dimensões e expandir o espaço-tempo, se chegássemos à este privilégio, por que faria tudo igual?
A ideia de alguns que se caso voltassem no tempo repetiriam tudo me entristece, afinal qual é a lógica nisso?
 Mas ainda não podemos voltar no tempo, talvez Einstein precisaria somente de mais duas décadas, ou menos.
Na verdade cada um possui um livro em branco, o maior livro do universo, vagando por uma das multi-dimensões, em um planeta onde você seja um mímico, feito de açúcar talvez.
Mas o que de fato importa é que todos os dias de sua vida você preenche uma página, alguns conseguem chegar às trinta e duas mil e oitocentos e cinquenta páginas outros não chegam nem até a metade, cada um responsável por escolher a trama e ao  final o título de seu livro.
A única certeza que possuímos é a incerteza e as páginas em branco.

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