Nossa, esse é um grande dilema, considero escrever mais frustrante, por isso gosto mais de ler, não obstante, ao término da leitura ou no meio do processo sinto uma imensa vontade de escrever.
Escrevo pouco ao papel, adoro digitar no computador, mas gosto mais ainda de datilografar, um gosto falso, pois não possuo uma máquina datilográfica, mas queria muito.
Ao ler tenho a oportunidade de me desligar do mundo exterior e me encontrar na história, como um mero observador invisível, sem papel na história. A partir daí passo a ter sinestesias e conflitos com o autor, querer mudar a história, não querer mudar a história e exalar suor pela mãos de tanta ansiedade para chegar ao final do livro. Os livros podem ser decepcionantes, fascinantes, surpreendentes ou incrivelmente fascinantes e surpreendentes, não existem livros ilegíveis, qualquer livro está a espreita aguardando o leitor certo para possuí-lo e usá-lo.
Ao escrever, me sinto como o homem mais livre do universo, em parte, possuo textos que não publico, os textos de blogs possuem uma certa moderação e elegância. Todas as minhas fronteiras psicológicas se rompem e me trazem consigo a união de três dimensões infinitas, a cada palavra escrita com espontaneidade uma vontade infinita de escrever, que nunca é saciada, exceto quando canso do que estou escrevendo, me chateia, aí apago tudo e me irrito. Gosto de escrever durante a madrugada, pois é o momento em que mais observo o silêncio, ou durante a manhã cedinho, antes das sete horas.
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