sexta-feira, 24 de outubro de 2014
Memórias do Subsolo, de Fiódor Dostoiévski
Bom, agora estou aqui para falar da obra ''Memórias do Subsolo'' ou ''Notas do Subsolo'', livro que li aos catorze anos. Sempre fui fascinado pela literatura russa por abordarem de forma peculiar temas como: romance, drama, ficção, patriotismo e realismo, sendo abordados principalmente na era de ouro da literatura russa com uma aprimoração literária, semântica e filosófica.
Memória do Subsolo, escrito por Fiódor Dostoiévski, sempre com romances e dramas psicológicos/sociológicos complicados, retrata um simples trabalhador russo civil, que já aposentado reside no subsolo de um edifício na cidade de Petersburgo, triste e petulante.
No desenvolvimento da história, o protagonista que não possui um nome, por sua vez chamado de ''Homem Subterrâneo'', é apresentado como teimoso, egocêntrico e não dá a mínima para os sentimentos alheios, não ver sentido algum em ajudar alguém.
Há partes do livro em que ocorre uma espécie de introspecção, onde o personagem supõe os conceitos formados pelo leitor a respeito de dele, expressos através de pensamentos e ideias.
O homem subterrâneo mora somente com um empregado, com quem não conversa muito, mas relata situações vividas para o mesmo, o qual não dá muita importância.
O seu estranho gosto pela maldade chega a assustar, mas isso também o perturba, pois é um homem cheio de correntes filosóficas, não aceita sua classificação social de mero trabalhador e isso chega a tirar seu sono, nada vai bem para ele e tudo é muito chato, um típico pessimista.
Esta primeira parte do livro é convidativa, pois somente depois dessa ''introdução'' a história de fato se inicia.
Depois da introdução de quase cinquenta por cento, se iniciam suas tristes e deprimentes memórias, a respeito de acontecimentos de sua vida, das mais remotas as mais recentes, tudo isso numa melancolia contagiante, durante todo o decorrer da história é notável a necessidade do personagem de desabrochar e se expressar de alguma forma todo essa dor e remorso, que o aflige e o faz infeliz,
O homem subterrâneo é uma montanha russa, acredita que em meio a tudo o que passa, consegue rir de seus atos maléficos? É o que o faz feliz, mas ele não quer ser assim, e uma luta do consciente, do eu interior perturbante que envolve o leitor. Ao mesmo tempo que é relatado o drama, o livro relata parcialmente a cena do trabalhador russo menos favorecido do século XIX , com críticas ao positivismo e às leis naturais em que o homem está submerso. O livro é finalizado com a ideia de que o personagem precisa se libertar de seus pensamentos perturbantes e se aliviar, através do ato de escrever.
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